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ABUSOS NA IGREJA

A Igreja Católica é a Esposa de Cristo, Seu Corpo Místico, dispensadora das graças e sinal de salvação, não há dúvidas quanto a isso. Ainda assim, seus membros não manifestam de modo pleno a santidade que ela tem e comunica.

 

A concupiscência e a liberdade humana seguem fazendo do interior de cada pessoa um local de combate onde, por vezes, infelizmente, quem vence são as desordens. Desta forma, muitos dos filhos da Igreja, sejam eles membros da hierarquia ou leigos, acabam não agindo como adoradores do Pai, mas como idólatras que colocam acima de tudo a busca pelo poder, pelo ter e pelo prazer. As tentações que Jesus venceu no deserto seguem se apresentando cotidianamente a cada discípulo.

É do deixar-se seduzir pela falsa ideia de que o poder, a posse e o prazer valem a pena serem buscados enquanto fins em si mesmos que nasce a, chamada pelo Papa Francisco, "cultura de abusos".

 

Felizmente, nas últimas décadas muitos têm sido os escândalos quanto aos abusos acontecidos na Igreja. De modo algum, devemos nos alegrar pelos abusos serem uma realidade, o que de bom tem acontecido é que toda essa podridão já não tem sido silenciada ou ignorada, afinal, é só tomando as rédeas da situação, dando o nome certo para cada realidade e encarando os fatos que eles poderão ser transformados.

O momento atual é imprescindível para que os abusos já cometidos sejam reparados junto às vítimas, que os casos suspeitos sejam investigados, que abusadores sejam punidos e que nasça uma nova mentalidade onde a prevenção e o combate aos abusos sejam prioridades e se tornem realidade.

O meio mais eficaz de prevenção de abusos é a formação!

Tanto a formação pessoal quanto a comunitária é o que pode garantir à Igreja que sejam dados passos na direção de uma conversão profunda para vencer a “cultura de abusos” na qual ela se encontra e que o Papa Francisco tem denunciado veementemente.

 

Abusos de poder, espiritual, econômicos ou sexuais não podem ser aceitos e diante deles não pode haver omissão, conforme as orientações do Romano Pontífice a tolerância deve ser zero e não pode haver silenciamento.

 

Para colaborar com a necessidade urgente da Igreja hoje no campo de formação para a prevenção e combate aos abusos disponibilizamos a possibilidade de momentos de assessoria e cursos presenciais para seminários, casas religiosas, clero, novas comunidades e paróquias.

O fenômeno dos abusos na história recente da Igreja

Desde o Pontificado de São João Paulo II, a Igreja tem sido sacudida por inúmeros escândalos de abusos sexuais contra menores perpetrados por seus ministros, e, posteriormente, foi descoberto que os abusos não eram só contra menores e nem apenas sexuais. o problema é muito mais complexo e grave!

Os últimos três Papas não pouparam esforços para enfrentar o tema e fazerem mudanças legislativas e de postura com relação ao assunto.

Antropologia teológica X Relações abusivas

As realidades humanas e eclesiais não devem ser observadas apenas sob a ótica das ciências sociais e humanas.

Para resolver os problemas graves em sua raiz, é oportuno olhá-los sob a ótica teológica para melhor entender a sua natureza e finalidade para que elas possam ser restauradas.

Olhamos para como Deus fez as coisas "no princípio" para que o hoje seja de acordo com ele.

Abusos não-sexuais
 

Os escândalos ao interno da vida eclesial começaram com a descobertas do abusos sexuais contra menores, com o passar do tempo foi constatado que os abusos sexuais costumavam ser precedidos por outros tipos de abusos, tais como o de poder, de consciência, espiritual e econômico.

Todos eles causam grande dano às vítimas.

Alguns temas abordados nos cursos:

Abusos sexuais
 

Os mais conhecidos e falado​s tipos de abuso. Admitir que eles acontecem ao interno da vida eclesial foi um feito histórico das últimas décadas, uma mudança de paradigma e uma das maiores quedas de credibilidade da Igreja perante a sociedade.  

Os abusos sexuais em ambiente eclesial não costumam ser praticados por pessoas com patologias previas no campo psicológico ou da sexualidade, a dinâmica na qual os abusos se dão é única e todas as pessoas estão sujeitas a se tornarem abusadores se não tomarem certos cuidados.

Formação permanente X mediocridade

Infelizmente, a formação permanente ainda não é uma realidade cotidiana dos fiéis. Embora muito se fale dela nas casas de formação, religiosas e entre o clero, o termo costuma ser entendido como cursos periódicos e não como uma postura diante dos acontecimentos da vida.

Quem não experimenta a vida vida de todo dia como mediação formativa, corre o grande risco de se tornar medíocre na sua vivência vocacional e a mediocridade é o terreno fértil para uma cultura de abusos.

Sinodalidade
 

É um conceito que tem se tornado chave no Pontificado do Papa Francisco.

Quase em igual medida às suas ações de combate aos abusos está a sua apologia à sinodalidade e isso não é uma coincidência.

Para o Romano Pontífice, só numa Igreja verdadeiramente sinodal haverá um combate efetivo à cultura de abusos que tantas vezes se alimento do clericalismo e outras formas de abusos relacionais que são culturalmente aceitas.

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Leia o artigo

"O empenho do Papa Francisco contra a cultura de abusos".

Baixe o e-book

"Papa Francisco e a cultura de abusos".

Sou Maria Teresa R. Rosa, teóloga e especialista em prevenção de abusos na Igreja, formação vocacional e espiritualidade salesiana.

Atuo há anos na formação de seminaristas, religiosos, clero e leigos, buscando integrar fé, razão e humanidade no caminho do discipulado cristão. Leciono em cursos de pós-graduação, formações presenciais e EAD em todo o Brasil, colaborando com congregações religiosas, paróquias, casas de formação e novas comunidades.

Desde 2019, sou professora no Seminário Propedêutico da Diocese de São José dos Campos, onde ensino as disciplinas de Formação Integral e Permanente e Espiritualidade. Além disso, coordeno, no Brasil, a área de Ambientes Seguros de uma Congregação masculina que é referência mundial na área e faço parte da Comissão de escuta de uma Ordem religiosa.

Busco assim dar a minha contribuição para a construção de espaços eclesiais mais seguros, transparentes e comprometidos com a dignidade de cada pessoa.

Minha formação teológica começou no Brasil, com o bacharelado em Teologia, e se aprofundou em Roma, onde estudei na Università Pontificia Salesiana entre 2016 e 2018. Lá, me especializei em formação de formadores, acompanhamento vocacional e espiritualidade salesiana, no Instituto de Teologia Espiritual.

No campo da prevenção e combate aos abusos na Igreja, venho me qualificando por meio de diversos diplomados oferecidos pelo CEPROME (Centro de Investigación y Formación Interdisciplinar para la Protección del Menor), muitos deles em parceria com o Instituto de Antropologia da Pontifícia Universidade Gregoriana. Participo ativamente de congressos internacionais e mantenho-me atualizada com as publicações mais relevantes da área, buscando sempre unir conhecimento técnico, escuta compassiva e fidelidade à missão da Igreja.

Minha missão é formar para cuidar, e cuidar para transformar.

Para saber mais sobre os cursos, envie um e-mail para contato@prevencaodeabusos.com.br

Alguns temas já oferecidos nos cursos:

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Maria Teresa R. Rosa - assessoria em prevenção de abusos e promoção da cultura do cuidado

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